sexta-feira, 13 de junho de 2014

Todos os direitos são reservado a Leandro Matzenbacher Dourado, diretor do Grupo Gayatri, sendo proibido a divulgação de material, sem autorização



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Para agradar Gregos e Troianos!

A matéria do Blog hoje irá apresentar um recorte das peças teatrais de autoria de Leandro Matzenbacher Dourado, dramaturgo e Diretor do Grupo Teatral Gayatri, que nos conta um pouco sobre cada espetáculo e o histórico de sucesso de cada peça. Desde 2006 quando surgiu a Companhia, Leandro tem inovado na linguagem teatral, onde escreve textos que atendem o grande público em geral, bem como, tem estabelecido uma feliz parceria entre a linguagem contemporânea do teatro em textos mais reflexivos, nos quais gosta de expor seu caráter filosófico nas montagens teatrais, fugindo do convencional.
No ano de 2006 Leandro escreve a peça Os Caçadores da Lenda Perdida. Uma comédia juvenil informativa, que faz uma releitura das histórias indígenas do Estado do Paraná que estreou na cidade de Medianeira. Neste espetáculo que é também um musical no formato teatro de rua, são contadas de forma muito bem humorada, as desventuras de Tarobá para salvar sua amada Naipí, do malvado Deus-Serpente. A trajetória de fuga de Tarobá em sua canoa junto de Naipí, formam uma dinâmica de acontecimentos que deram origem as curvas do Rio Iguaçu findando nas famosas quedas, que hoje são consideradas maravilhas da natureza. Há também outras histórias que remetem as tribos mágicas que controlavam o fogo o qual segundo a lenda, ao cair do bico da Gralha Branca, incendiou os territórios que hoje correspondem aos campos de Palmas e Guarapuava. Dentre as lendas, Leandro destaca a que deu origem ao Pinheiro, árvore símbolo do Estado do Paraná, a qual no passado indígena, foi protagonizada por um índio guerreiro, Curiaçu que teve seu corpo todo perfurado por flechas inimigas. O local onde o índio caiu, deu origem a majestosa árvore, consagrando assim mais uma das belas lendas que compõem a mitologia indígena de nosso Estado.
No ano de 2008 foi a vez de estrear na cidade Laranjeiras PR, a peça Memórias do Oriente. A peça surgiu de um laboratório teatral onde Leandro pôs a prova o talento do elenco, sugerindo que todos deveriam interpretar loucos. O resultado foi tão satisfatório que logo recebeu uma versão que foi além das expectativas, tanto do elenco como do próprio autor. Leandro não teve medo de ousar, colocando num mesmo roteiro os elementos aparentemente tão diversos como: Artes circenses, mitologia chinesa e japonesa, como a eterna luta lendária entre o Tigre e o Dragão, de quebra a ousadia percorreu os cômodos da literatura paranaense quando as falas dos loucos habitaram os Hai-Kai de Paulo Leminski, poeta de grande renome no cenário nacional. Para fechar a trama, Leandro elaborou um conflito existencial bastante denso quando optou pela psicanálise lacaniana para rechear o texto com metáforas vindas diretamente do inconsciente. Resultado? Um perfeito misto de conflitos que ocorrem na mente dos personagens, repleto de batalhas de vida e morte que são protagonizadas por artistas que tiveram que estudar a fundo as artes marciais. O espetáculo surpreende o público que durante 2 horas e 30 minutos, mergulha nos devaneios da personagem Ying, a qual se vê em profundo questionamento, quando colocada à prova em sessões de psicanálise com uma Doutora misteriosa que vive no Hospício do Oriente. A peça pretende oferecer um mergulho que lembra mais a sensação de um sonho lúcido, no qual cada personagem se confunde com suas memórias e suas experiências num local indescritível no espaço e no tempo de uma mente perturbada. Recentemente a peça foi apresentada na Colégio Estadual La Salle na cidade de Pato Branco, onde repentinamente os alunos participavam de mais uma noite comum de aula. Os alunos foram surpreendidos por um elenco de loucos que iniciaram a peça ali mesmo na sala de aula, o que aos poucos, intencionalmente foi levando os expectadores ao salão nobre do local, onde a peça seguiu até seu desfecho. Memórias do Oriente é uma das peças de trabalho da companhia que mais tempo está em palco. Sempre mudando e se adaptando ao público vigente, a peça já percorreu um longo caminho, prova de que os esforços da Direção e do bravo elenco estão em constante mudança e crescimento.    
Em 2010 Leandro estreou a comédia de maior sucesso de sua carreira nos palcos. O Velório da Barbie. O texto que imprime sátira a tudo que é mercadológico e brinca com os padrões estéticos da pós-modernidade é um convite para muitas gargalhadas. O espetáculo teve cuidados especiais que vão desde os figurinos muito bem elaborados e confeccionados pelo estilista Jorge Jeferson, que traz antes da peça um desfile de moda em pleno palco. A peça diz Leandro, é uma quebra de vários paradigmas estéticos que sofrem uma reviravolta quando o cenário da moda perde seu maior ícone da beleza. A morte da Barbie é um símbolo de que a sociedade recebe hoje a notícia de que seus padrões foram alterados sem uma licença esperada. O espetáculo tem seu núcleo cômico fixado na rotina de três garotas que moram numa pensão. Cada uma a sua maneira, tenta esconder das amigas seus gostos pela moda, e sua visível influência estética que foi desde a infância alimentada pelos ideais de perfeição pregados pela marca da beleza imposta pela emblemática figura da Barbie. Recentemente Leandro sofreu críticas infundadas sobre os que julgaram de apelativa a linguagem do espetáculo, o que para ele é mais um sintoma de muitas pessoas que sejam elas, parte do público em geral, sejam pessoas que fazem parte da concorrência que demonstram visivelmente a sua insatisfação acerca do que não foram capazes de entender ao pé da ironia textual presente na peça. Reforça Leandro que respeita as críticas, mas que contra os números do sucesso pouco se pode fazer, o que o levou a pensar que assim como seu texto, os recalques sociais se manifestam numa ordem proporcional a ordem da vontade de se estar no lugar de quem conquistou seu espaço no mundo das artes. O vigente sucesso da peça ganhou ainda em 2012 a sua segunda versão, a qual Leandro intitulou: O Sequestro da Barbie. Muito mais do que uma sequência que tem como objetivo pegar carona na maré de sucesso da primeira versão, Leandro afirma que embora tenha mantido os personagens principais da versão anterior, o produto final é um novo e divertido espetáculo. Uma vez que a sequência ataca outro nicho de mercado conceitual, que é a esfera dos games eletrônicos de dos HQs. Em O Sequestro da Barbie o público terá oportunidade de rir das peripécias da arqui-inimiga da Barbie, que na trama é a boneca Polly, quem inveja seu sucesso e beleza. A brincadeira articula de início a trama conceitual de Branca de neve onde esta, é invejada por sua madrasta por conta de sua beleza. Mas a brincadeira deixa muito longe o aparente clichê, quando mistura em seu contexto, alucinantes batalhas entre personagens conhecidos pelos aficionados em jogos de luta como Mortal Kombat e leitores de histórias em quadrinhos como X-Man. Com previsão de estreia para outubro de 2014 no Teatro SESI em Pato Branco, O Sequestro da Barbie promete mais um grande sucesso de bilheteria e público, que ansiosamente aguarda essa nova versão. Com humor de primeira qualidade e elenco especializado em fazer brotar muitas gargalhadas a nova peça promete mais do que sua antecessora.
Finalmente para Setembro de 2014, Leandro anuncia a estreia de Ctônio, peça de gênero dramático que articula épicos da literatura com um mergulho profundo na mitologia grega aos moldes da filosofia de Nietzsche, misturados aos dissonantes discursos do pai da psicanálise Sigmund Freud. A peça é um grande desafio ao lançar nos palcos do sudoeste, charadas para a linguagem contemporânea do teatro, ao mesmo tempo que estabelece uma profunda relação com nossos medos e desejos mais profundos. O elenco de Ctônio tem trabalhado com muito profissionalismo e dedicação para apresentar em palco, um conjunto de sentimentos e emoções que transitam o imaginário literário que está sintetizado no texto previsto para 2 horas de duração.
A equipe hoje conta com novos integrantes que recentemente passaram por um teste de fogo numa banca avaliadora que tinha o Diretor Leandro, e a ilustre presença do escritor coreano Nick Farewal, hoje residente do Brasil e autor de obras muito conhecidas como GO. Nick que atendendo a convite de Leandro, aceitou participar da avaliação dos novos candidatos veio a somar importantes decisões. No momento o livro escolhido pelo Diretor Leandro, foi a obra de Nick Farewall, Reversíveis, a qual serviu de texto base para leitura branca dos candidatos. Hoje o Grupo Gayatri encontra-se em grande harmonia por estar desfrutando de hegemonia no elenco, e estudo contínuo por parte dos integrantes que se mostram a cada dia sempre mais ávidos pela arte. Como toda boa e polêmica companhia teatral o Gayatri hoje tem sua linguagem própria, resultado de quase nove anos de muita estrada e apresentações em diversos níveis. Tal sucesso muitas vezes acaba inspirando de forma positiva e negativa, trabalhos de outras trupes que ora são constituídas por jovens amantes da arte, e dissidentes que buscam seu lugar ao sol. Em recente conversa com os veículos de comunicação da região sudoeste, Leandro foi questionado sobre o mercado teatral e possíveis plágios que pode estar sofrendo em detrimento de seus textos e peças. Leandro responde com relação ao mercado que este tem crescido ano a ano e que se mostra cada vez mais lucrativo desde que estejamos sempre inovando. Salienta que para inovar na arte é preciso de muita leitura e constante dedicação com a escrita, o que move e desperta a criatividade. No tocante a criatividade foi questionado sobre o que pensa acerca de jovens autores que ainda não encontraram sua personalidade e que muitas vezes usam o recurso do plágio para conquistar fama. Leandro afirma que acha importante que a cada dia surjam trupes de teatro que queiram dar segmento no mercado. Há espaço para todos, apenas critica a maneira com que alguns diretores e atores têm usado para se apropriar indevidamente de linguagens e textos que visivelmente se mostram como “arremedos” mal aproveitados, que podem ter sido inspirados tanto em textos conhecidos da internet, como de suas próprias obras já escritas e apresentadas. Mas segue frisando que o importante é buscar seu caminho. Cada um a sua maneira, desde que para conquistar seu espaço, os jovens autores e diretores teatrais sejam críticos consigo mesmos, e principalmente honestos, isso porque segundo Leandro quem sai prejudicado com o mercado dos plágios e das cópias é o público consumidor da arte, e não os que se enganam diante de ideias que são subtraídas seja na integra, seja parcialmente de textos já publicados e conhecidos da grande maioria.

Segue o caminho da Companhia no maravilhoso mundo da arte, com muito estudo, esforço e dedicação. Vamos aguardar sempre mais novidades, e seguir o que há de mais inovador e diferente para curtir nas agendas culturais do Grupo Teatral Gayatri.         



Todos os direitos são reservado a Leandro Matzenbacher Dourado, diretor do Grupo Gayatri, sendo proibido a divulgação de material, sem autorização